Vamos trocar o congresso?

Os gritos de junho último mais parecem sussurros agora mas no inconsciente coletivo paira uma sensação de estômago embrulhado.

Aquele alvoroço inicial se dissipou, nada mudou. O legado que restou e que ainda pode render mudanças é essa insatisfação generalizada que o país está vivendo e que é latente, não precisa dizer, está lá estampada na cara da pessoas.

Junho próximo promete ser ainda mais emblemático já que a copa bate às nossas portas, tal como a inflação, esta aliás já até entrou, abriu a geladeira, tomou nossa cerveja, pegou a coxa de frango do nosso prato e deu uma mordida. Parece dizer: “vim pra ficar”.

As penas suaves dos nossos mensaleiros vão sendo cumpridas com doses cavalares de regalias e o bonde quase vai retomando seu rumo habitual, mas a copa vem aí amigos e esse bonde há de desandar novamente. O governo promete “segurança pesada” o que sugere que desta vez estarão “preparados”, deverão tentar evitar o atropelamento que foram as mobilizações de 2013, mas como? Como conter o coletivo?

O povo deverá gritar com força novamente, não duvido, mas esses gritos serão altos o suficiente pra chegar até outubro?

Há solução? Cada vez mais penso que não. Há o que fazer?

"Se pudesse trocaria o congresso inteiro".

Ora mas porque não trocar então?

Proponho amigos uma nova forma de votar. Vamos pular a cerca do curral. Vamos fugir. Vamos implodir aquilo tudo.

Enfim, vamos trocar o congresso todo!

É bem fácil, quase infantil até. Basta não votar em nenhum dos que lá estão! Escolha outro. Qualquer outro que não seja deputado ou senador no mandato atual. Na dúvida basta olhar a lista no site do congresso nacional.

Vai ser bom? Vai resolver? Não sei, e até tenho motivos pra achar que não.

O que sei e tenho certeza que não vai resolver nada é manter os nossos atuais representantes.

depredando:

Os crimes ambientais da Canadá e a mega-poluição dos “oil sands”Muito interessante (e assustadora) a matéria de capa da NOW Magazine (Toronto) desta semana, que analisa os efeitos do aquecimento global sobre a mais populosa metrópole canadense e inclui em sua capa um cenário de filme catástrofe, com a CN Tower carregada pelo Dilúvio iminente. Antes de aqui chegar, eu tinha a ilusão - já enterrada - de que o Canadá era um país promotor da sustentabilidade ambiental, respeitador do equilíbrio dos ecossistemas, mas a realidade é bem mais sombria. No ranking Climate Change Performance, organizado pela Climate Action Network-International e pela German Watch, o Canadá foi classificado na 58º posição entre os 60 países investigados - atrás até da mega-poluidora China. A reportagem de Tzeporah Berman afirma que a raiz do problema está na exploração de petróleo dos “oil sands” (o Canadá possui 70% das reservas mundiais desse tipo de petróleo):http://en.wikipedia.org/wiki/Oil_sands"Skyrocketing pollution from the oil sands is the sole reason we will not meet our emissions reductions goals. The oil sands are now the single largest and most destructive industrial project on Earth. If production increases as approved, annual emissions will quadruple from 27 to 126 million tonnes by 2015, and reach 142 million tonnes by 2020. That means the tar sands would release twice the amount of air pollution currently produced by all the cars and trucks in Canada. (…) Our federal government is gutting environmental laws, cancelling environmental assessments, attacking environmental charities and firing scientists in order to expand pipelines and oil sands production without laws or people getting in their way. Adding insult to injury, instead of investing in clean tech programs, the federal government subsidizes the oil and gas companies and spends millions of taxpayers’ dollars on ads defending one of the most profitable industries in the world." (TZEPORAH BERMAN, author of "This Crazy Time: Living Our Environmental Challenge) E a maior parte de toda essa poluição ecocida, com efeitos planetários desastrosos, tem como um de seus principais objetivos - nenhuma surpresa! - atender à “demanda” dos EUA. O Canadá é o maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, que, como é bem sabido, é faz tempo tanto o maior consumidor global de petróleo quanto o maior poluidor atmosférico do mundo. Se o resto do mundo deixar a América do Norte e seus barões do petróleo agirem com base no imediatismo dos lucros estratosféricos, todo mundo tá fodido - e as futuras gerações vão nos amaldiçoar pela nossa inação, nossa passividade, nossa covardia. Estamos legando aos que ainda não nasceram uma conjuntura ecológica das mais catastróficas, e no entanto parece que os movimentos de massa só vão realmente agir de modo eficaz quando a água bater na bunda, quando milhões de refugiados do clima estiverem necessitados de abrigo, quando New Orleans virar a Nova Atlantis, quando as guerras do futuro estourarem por causa da estupidez com que o capitalismo global tem agido em sua relação predatória com a Natureza. “O estrago vai ser pago pela gente toda”, canta Lenine… * * * * *Via Depredando o Orelhão [SIGA]

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Os crimes ambientais da Canadá e a mega-poluição dos “oil sands”

Muito interessante (e assustadora) a matéria de capa da NOW Magazine (Toronto) desta semana, que analisa os efeitos do aquecimento global sobre a mais populosa metrópole canadense e inclui em sua capa um cenário de filme catástrofe, com a CN Tower carregada pelo Dilúvio iminente. Antes de aqui chegar, eu tinha a ilusão - já enterrada - de que o Canadá era um país promotor da sustentabilidade ambie
ntal, respeitador do equilíbrio dos ecossistemas, mas a realidade é bem mais sombria. No ranking Climate Change Performance, organizado pela Climate Action Network-International e pela German Watch, o Canadá foi classificado na 58º posição entre os 60 países investigados - atrás até da mega-poluidora China. A reportagem de Tzeporah Berman afirma que a raiz do problema está na exploração de petróleo dos “oil sands” (o Canadá possui 70% das reservas mundiais desse tipo de petróleo):

http://en.wikipedia.org/wiki/Oil_sands

"Skyrocketing pollution from the oil sands is the sole reason we will not meet our emissions reductions goals. The oil sands are now the single largest and most destructive industrial project on Earth. If production increases as approved, annual emissions will quadruple from 27 to 126 million tonnes by 2015, and reach 142 million tonnes by 2020. That means the tar sands would release twice the amount of air pollution currently produced by all the cars and trucks in Canada. (…) Our federal government is gutting environmental laws, cancelling environmental assessments, attacking environmental charities and firing scientists in order to expand pipelines and oil sands production without laws or people getting in their way. Adding insult to injury, instead of investing in clean tech programs, the federal government subsidizes the oil and gas companies and spends millions of taxpayers’ dollars on ads defending one of the most profitable industries in the world." (TZEPORAH BERMAN, author of "This Crazy Time: Living Our Environmental Challenge) 

E a maior parte de toda essa poluição ecocida, com efeitos planetários desastrosos, tem como um de seus principais objetivos - nenhuma surpresa! - atender à “demanda” dos EUA. O Canadá é o maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, que, como é bem sabido, é faz tempo tanto o maior consumidor global de petróleo quanto o maior poluidor atmosférico do mundo. Se o resto do mundo deixar a América do Norte e seus barões do petróleo agirem com base no imediatismo dos lucros estratosféricos, todo mundo tá fodido - e as futuras gerações vão nos amaldiçoar pela nossa inação, nossa passividade, nossa covardia. Estamos legando aos que ainda não nasceram uma conjuntura ecológica das mais catastróficas, e no entanto parece que os movimentos de massa só vão realmente agir de modo eficaz quando a água bater na bunda, quando milhões de refugiados do clima estiverem necessitados de abrigo, quando New Orleans virar a Nova Atlantis, quando as guerras do futuro estourarem por causa da estupidez com que o capitalismo global tem agido em sua relação predatória com a Natureza. “O estrago vai ser pago pela gente toda”, canta Lenine… 

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Via Depredando o Orelhão [SIGA]

E na vaga de estacionamento reservada à deficientes físicos só se vê carros de luxo. Sim porque vivemos num país em que a maioria dos deficientes físicos são ricos. A verdade é que certa parcela da população simplesmente não se sente obrigada a seguir as mais básicas convenções sociais. É como se o mundo existisse apenas para servi-los. “Vou parar nessa vaga porque não tenho tempo pra estacionar 50 metros longe”. Sim, o cadeirante é que tem.

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A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA NA ARGENTINA "Ley de Medios apavora a Globo"Por Altamiro BorgesA Suprema Corte da Argentina declarou nesta terça-feira (29/10) a constitucionalidade de quatro artigos da “Ley de Medios” que eram contestados pelo Grupo Clarín. Com esta decisão histórica, o governo de Cristina Kirchner poderá finalmente prosseguir com a aplicação integral da nova legislação, considerada uma das mais avançadas do mundo no processo de democratização da comunicação. A decisão representa um duríssimo golpe nos monopólios midiáticos não apenas na vizinha Argentina. Tanto que a TV Globo dedicou vários minutos do seu Jornal Nacional para atacar a nova lei.Pelas regras agora aprovadas pela Suprema Corte, os grupos monopolistas do setor serão obrigados a vender parte dos seus ativos com o objetivo expresso de “evitar a concentração da mídia” na Argentina. O império mais atingido é o do Clarín, maior holding multimídia do país, que terá de ceder, transferir ou vender de 150 a 200 outorgas de rádio e televisão, além dos edifícios e equipamentos onde estão as suas emissoras. A batalha pela constitucionalidade dos quatro artigos durou quatro anos e agitou a sociedade argentina. O Clarín – que cresceu durante a ditadura militar – agora não tem mais como apelar.O discurso raivoso da TV Globo e de outros impérios midiáticos do Brasil e do mundo é de que a Ley de Medios é autoritária e fere a liberdade de expressão. Basta uma leitura honesta dos 166 artigos da nova lei para demonstrar exatamente o contrário. O próprio Relator Especial sobre Liberdade de Expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, já reconheceu que a nova legislação é uma das mais avançadas do planeta e visa garantir exatamente a verdadeira liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade dos monopólios midiáticos.Aprovada por ampla maioria no Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Cristina Kirchner em outubro de 2009, a nova lei substitui o decreto-lei da ditadura militar sobre o setor. Seu processo de elaboração envolveu vários setores da sociedade – academia, sindicatos, movimentos sociais e empresários. Após a primeira versão, ela recebeu mais de duzentas emendas parlamentares. No processo de pressão que agitou a Argentina, milhares de pessoas saíram às ruas para exigir a democratização dos meios de comunicação. A passeata final em Buenos Aires contou com mais 50 mil participantes.Em breve será lançado um livro organizado pelo professor Venício Lima que apresenta a tradução na íntegra da Ley de Medios, além dos relatórios Leveson (Reino Unido) e da União Europeia sobre o tema. A obra é uma iniciativa conjunta das fundações Perseu Abramo e Maurício Grabois e do Centro de Estudos Barão de Itararé e visa ajudar na reflexão sobre este assunto estratégico no Brasil – hoje a “vanguarda do atraso” no enfrentamento da ditadura midiática.Fonte: O Cafezinho
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A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA NA ARGENTINA 

"Ley de Medios apavora a Globo"
Por Altamiro Borges

A Suprema Corte da Argentina declarou nesta terça-feira (29/10) a constitucionalidade de quatro artigos da “Ley de Medios” que eram contestados pelo Grupo Clarín. Com esta decisão histórica, o governo de Cristina Kirchner poderá finalmente prosseguir com a aplicação integral da nova legislação, considerada uma das mais avançadas do mundo no processo de democratização da comunicação. A decisão representa um duríssimo golpe nos monopólios midiáticos não apenas na vizinha Argentina. Tanto que a TV Globo dedicou vários minutos do seu Jornal Nacional para atacar a nova lei.

Pelas regras agora aprovadas pela Suprema Corte, os grupos monopolistas do setor serão obrigados a vender parte dos seus ativos com o objetivo expresso de “evitar a concentração da mídia” na Argentina. O império mais atingido é o do Clarín, maior holding multimídia do país, que terá de ceder, transferir ou vender de 150 a 200 outorgas de rádio e televisão, além dos edifícios e equipamentos onde estão as suas emissoras. A batalha pela constitucionalidade dos quatro artigos durou quatro anos e agitou a sociedade argentina. O Clarín – que cresceu durante a ditadura militar – agora não tem mais como apelar.

O discurso raivoso da TV Globo e de outros impérios midiáticos do Brasil e do mundo é de que a Ley de Medios é autoritária e fere a liberdade de expressão. Basta uma leitura honesta dos 166 artigos da nova lei para demonstrar exatamente o contrário. O próprio Relator Especial sobre Liberdade de Expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, já reconheceu que a nova legislação é uma das mais avançadas do planeta e visa garantir exatamente a verdadeira liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade dos monopólios midiáticos.

Aprovada por ampla maioria no Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Cristina Kirchner em outubro de 2009, a nova lei substitui o decreto-lei da ditadura militar sobre o setor. Seu processo de elaboração envolveu vários setores da sociedade – academia, sindicatos, movimentos sociais e empresários. Após a primeira versão, ela recebeu mais de duzentas emendas parlamentares. No processo de pressão que agitou a Argentina, milhares de pessoas saíram às ruas para exigir a democratização dos meios de comunicação. A passeata final em Buenos Aires contou com mais 50 mil participantes.

Em breve será lançado um livro organizado pelo professor Venício Lima que apresenta a tradução na íntegra da Ley de Medios, além dos relatórios Leveson (Reino Unido) e da União Europeia sobre o tema. A obra é uma iniciativa conjunta das fundações Perseu Abramo e Maurício Grabois e do Centro de Estudos Barão de Itararé e visa ajudar na reflexão sobre este assunto estratégico no Brasil – hoje a “vanguarda do atraso” no enfrentamento da ditadura midiática.

Fonte: O Cafezinho

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Os médicos e os monstros


Fica evidente a motivação política dos protestos contra os médicos estrangeiros em Fortaleza. É sabido que boa parte das pessoas que ingressam e se formam numa faculdade de medicina no Brasil pertencem às camadas mais altas da sociedade. Exatamente a parcela da população que mais se opõe ao atual governo.
Usando um termo recorrente nos protestos de junho: este governo não os representa. Mais do que isso, este governo não quer representá-los. Este governo representa os pacientes que eles recusam.
Os nossos doutores alegam que os estrangeiros serão escravos, não terão condições de trabalho, infraestrutura, e questionam a qualidade da formação desses médicos, que se dispuseram a trabalhar em locais onde os nossos se recusaram, cidades carentes do interior sem estrutura sim, sem boas condições de trabalho sim, sem MÉDICOS. Onde pessoas morrem por falta de atendimento básico.
Ora se nossos médicos não se dispõem a atender nesses lugares porque o salário é baixo, porque as condições de trabalho são precárias ou porque lá não há bons shopping centers, cafés, bares ou restaurantes não importa, tampouco importa o motivo que leva um médico estrangeiro a aceitar o trabalho. Assim como não importa se o programa mais médicos é populista ou eleitoreiro. O que importa é que muitos cidadãos que não tem acesso à um médico sequer agora terão. E à eles não interessa se esse médico é brasileiro, cubano, chinês ou se é um ET.
E aos doutores que não querem atender nesta ou naquela cidade por este ou aquele motivo, deixem que outros atendam, e peguem a senha da fila de candidatos do Albert Einstein ou do Sírio-Libanês.

natgeofound:

Women attend an archery class at the University of Texas, March 1928.Photograph by Clifton R. Adams, National Geographic

Registros sensacionais como este de um grupo de estudantes tendo aula de arco e flecha na Universidade do Texas em 1928 podem ser vistos no http://natgeofound.tumblr.com/ que comemora os 125 anos da National Geographic.

natgeofound:

Women attend an archery class at the University of Texas, March 1928.Photograph by Clifton R. Adams, National Geographic

Registros sensacionais como este de um grupo de estudantes tendo aula de arco e flecha na Universidade do Texas em 1928 podem ser vistos no http://natgeofound.tumblr.com/ que comemora os 125 anos da National Geographic.

O galope à beira mar é uma poesia com 10 versos de 11 sílabas por estrofe, terminando as estrofes sempre com o verso “na beira do mar” ou variações deste.

Zé Ramalho escreveu e musicou um belo galope à beira mar aqui com um sensacional acordeom de Dominguinhos, que faleceu ontem.

Do povo para o povo.

Em média 45% dos estudantes que se formam em medicina numa universidade federal tem renda familiar acima de 10 salários mínimos e outros 40%, acima de 30 salários. Federais estas que são mantidas com dinheiro da ralé que jamais chegará sequer às suas portas. Nada mais justo que esse pessoal abastado retribua ao povo com 2 aninhos de trabalho no SUS antes de clinicarem em hospitais particulares e consultórios de bela arquitetura.
Muitos destes estudantes estavam nas ruas mês passado, com cartazes criativos, clamando por um país melhor. Que não reclamem agora. A medida é polêmica, mas corajosa. Espero ainda que um dia possa se estender à outras áreas do conhecimento. Eu acho é pouco.

"Pelas ruas que andei, procurei. Procurei, procurei te encontrar"

"Pelas ruas que andei, procurei. Procurei, procurei te encontrar"

Pense numa cidade onde um dia em 1962 resolveram atear fogo num terreno. O fogo de alguma forma foi parar no subterrâneo onde chegou a uma reserva de carvão que se estende por todo o subsolo da cidade e que QUEIMA ATÉ HOJE.